Queda de 39% no ROAS Força Lojas Virtuais a Migrarem para o 'Zero-Party Data'
Com o encarecimento do tráfego pago nas principais redes sociais, gestores de e-commerce redescobrem o poder do marketing de relacionamento e dados...
Queda de 39% no ROAS Força Lojas Virtuais a Migrarem para o 'Zero-Party Data'
O cenário do tráfego pago no Brasil atravessa seu momento mais desafiador nos últimos anos. Um levantamento recente com grandes operações de varejo digital aponta uma queda média de 39% no Retorno sobre o Gasto Publicitário (ROAS) nas principais plataformas de mídia, impulsionada por uma alta histórica no Custo por Clique (CPC).
A Crise do Tráfego Tradicional
Anunciar da forma tradicional tornou-se insustentável para marcas de menor porte. A concorrência acirrada pelos leilões de anúncios e a saturação dos feeds de notícias fizeram com que o orçamento de marketing evaporasse mais rápido, sem trazer o volume de vendas proporcional. Diante desse panorama, o foco dos profissionais de marketing mudou drasticamente.
A palavra de ordem agora é a captação de zero-party data — dados que o próprio consumidor fornece voluntariamente por meio de quizzes, cadastros interativos e clubes de benefícios. Ao entender diretamente o que o cliente quer comprar nos próximos meses, as marcas conseguem disparar campanhas de e-mail marketing e WhatsApp com taxas de abertura e conversão até três vezes superiores às campanhas de prospecção fria.
Estratégias de Retenção em Alta
Com o CAC em patamares elevados, o LTV (Lifetime Value) passou a ser a métrica mais monitorada pelos CEOs de e-commerce. Empresas que investem em programas de fidelidade estruturados conseguem reter até 55% mais clientes, reduzindo a dependência crônica de anúncios pagos para gerar receita recorrente.
A transição do modelo centrado na aquisição de novos usuários para um modelo focado na monetização da base existente exige ferramentas robustas de automação e CRM. No ambiente atual, quem não cultiva um relacionamento direto e proprietário com seu público acaba refém da volatilidade dos algoritmos das grandes redes de tecnologia.