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A Ascensão do 'Comércio Circular': 65% dos Brasileiros Priorizam Sustentabilidade e Mercado de Recondicionados Cresce 40%

Uma nova pesquisa da Ebit/Nielsen revela que 65% dos consumidores brasileiros estão priorizando marcas com propósito e produtos sustentáveis. Este...

Por Redação ECOM BLOG 3 min de leitura
A Ascensão do 'Comércio Circular': 65% dos Brasileiros Priorizam Sustentabilidade e Mercado de Recondicionados Cresce 40%

A Ascensão do 'Comércio Circular': 65% dos Brasileiros Priorizam Sustentabilidade e Mercado de Recondicionados Cresce 40%

O consumidor brasileiro está mais consciente do que nunca. Longe de ser uma tendência passageira, a sustentabilidade se consolidou como um fator decisivo na jornada de compra online. Dados recentes da Ebit/Nielsen indicam que impressionantes 65% dos consumidores já consideram ativamente o impacto ambiental e social de suas compras, optando por marcas que demonstram um propósito claro e produtos que se alinham com valores de consumo responsável. Este comportamento está catalisando a ascensão do 'comércio circular', um modelo que prioriza a reutilização, o reparo e a reciclagem, e que já movimenta bilhões no e-commerce nacional.

O Boom dos Produtos Recondicionados e de Segunda Mão

O segmento de produtos recondicionados e de segunda mão é o grande destaque dessa transformação. No último ano, este mercado registrou um crescimento vertiginoso de 40%, superando a marca de R$ 5 bilhões em vendas online. Itens como eletrônicos, eletrodomésticos, moda e livros, que antes eram vistos com desconfiança, agora ganham a preferência de consumidores que buscam tanto economia quanto um menor impacto ambiental. Plataformas especializadas e marketplaces como OLX e Enjoei, e até mesmo grandes varejistas que criaram seções de produtos 'reembalados' ou 'usados com garantia', estão surfando essa onda.

Por Que o Consumidor Abraça o Comércio Circular?

A motivação para a adoção do comércio circular é multifacetada. Em primeiro lugar, a questão financeira: produtos recondicionados ou de segunda mão podem custar até 50% menos que seus equivalentes novos, um atrativo em um cenário econômico desafiador. Em segundo, a consciência ambiental: 80% dos consumidores entrevistados pela Ebit/Nielsen afirmam que a redução do descarte e o apoio a práticas sustentáveis são cruciais. Além disso, há um componente de exclusividade e busca por itens únicos, especialmente no setor de moda e decoração.

Oportunidades para PMEs e Grandes Players

Para as Pequenas e Médias Empresas (PMEs), o comércio circular representa uma oportunidade de ouro. A criação de negócios focados em reparo, customização e revenda de produtos usados exige menos capital inicial e atende a uma demanda crescente. Grandes players, por sua vez, estão integrando a economia circular em suas estratégias, seja através da oferta de programas de troca, da venda de produtos recondicionados ou da adoção de embalagens sustentáveis. A Shein, por exemplo, embora conhecida pelo fast fashion, tem explorado iniciativas de reciclagem e upcycling para mitigar críticas e atrair um público mais consciente.

Desafios e o Caminho à Frente

Os desafios incluem a garantia de qualidade e a padronização de produtos usados, a logística reversa eficiente e a educação do consumidor sobre os benefícios e a segurança dessas compras. No entanto, com o apoio de institutos de pesquisa como o Sebrae, que tem promovido programas de capacitação para PMEs no setor, e a crescente demanda dos consumidores, o comércio circular está fadado a se expandir ainda mais. A expectativa é que este segmento continue crescendo a dois dígitos nos próximos anos, consolidando-se como uma força transformadora no e-commerce brasileiro.