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PagBank e Stone: Lucros Sólidos no 1T26 Apesar dos Desafios de Inadimplência e 'Take Rate' Competitiva

PagBank e Stone reportam lucros robustos no primeiro trimestre de 2026, com o PagBank atingindo R$ 575 milhões e a Stone R$ 549,1 milhões. Ambas as...

Por Redação ECOM BLOG 3 min de leitura
PagBank e Stone: Lucros Sólidos no 1T26 Apesar dos Desafios de Inadimplência e 'Take Rate' Competitiva

PagBank e Stone: Lucros Sólidos no 1T26 Apesar dos Desafios de Inadimplência e 'Take Rate' Competitiva

As fintechs continuam a ser pilares fundamentais para o ecossistema do e-commerce brasileiro, e os resultados do primeiro trimestre de 2026 de empresas como PagBank e Stone demonstram a resiliência e a capacidade de adaptação do setor. Ambas as companhias reportaram lucros sólidos, mas também enfrentam desafios inerentes a um mercado em constante evolução, como a gestão da inadimplência e a pressão por 'take rates' competitivas.

PagBank: Expansão de Banking e Crescimento de Clientes

O PagBank encerrou o primeiro trimestre de 2026 com um lucro líquido recorrente de R$ 575 milhões, um aumento de 4% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida da instituição alcançou R$ 3,3 bilhões, um avanço de 6% impulsionado principalmente pela aceleração da plataforma de banking. O destaque foi o crescimento de 41% na receita de banking ano a ano, elevando o ROAE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido Anualizado) para 15,8%.

A base de clientes do PagBank atingiu 34 milhões, um crescimento de 6% em relação ao ano anterior, com os depósitos totalizando R$ 42 bilhões, um aumento de 23%. A carteira de crédito também mostrou expansão significativa, chegando a R$ 5 bilhões, uma alta de 36% ano a ano, com destaque para empréstimos de capital de giro, que cresceram 191%. Esses números sublinham a confiança dos clientes e a solidez da estrutura de capital da empresa, que possui rating AAA das três maiores agências de risco globais.

Stone: Lucro e Desafios com Inadimplência

A Stone, outra gigante do setor de pagamentos, registrou um lucro líquido ajustado de R$ 549,1 milhões no primeiro trimestre de 2026, um crescimento de 3,5% em comparação anual. A receita total da companhia atingiu R$ 3,578 bilhões, um avanço de 6,5% em um ano.

No entanto, a Stone enfrentou desafios com a inadimplência, que subiu de 5,21% para 6,98% no período, e as provisões para perdas avançaram 51,6%. O custo de risco atingiu 21,9%, refletindo a expansão contínua da carteira de crédito e casos pontuais de inadimplência. Apesar disso, o volume total de pagamentos (TPV) cresceu 2,7% ano a ano, impulsionado pelo Pix, que registrou um aumento de 37,3% em seu TPV, chegando a R$ 27,4 bilhões. O volume de cartões, por outro lado, teve uma queda de 3,3% no ano.

O Cenário Competitivo e as 'Take Rates'

O ambiente competitivo no setor de pagamentos e fintechs é intenso, com a pressão por 'take rates' (a porcentagem que as plataformas cobram sobre cada transação) cada vez maior. A busca por eficiência operacional e a oferta de serviços de valor agregado são cruciais para manter a rentabilidade. O PagBank, por exemplo, demonstrou ganhos de eficiência e alavancagem operacional que contribuíram para seus resultados positivos.

Para os sellers de e-commerce, a escolha da plataforma de pagamento é estratégica. É preciso considerar não apenas as taxas, mas também a robustez da infraestrutura, a capacidade de integração com outras ferramentas, a segurança e o suporte oferecido. A performance dessas fintechs reflete diretamente a saúde do comércio eletrônico, e sua capacidade de inovar e se adaptar aos desafios do mercado é vital para o crescimento contínuo do setor no Brasil.