E-commerce Brasileiro Fatura R$ 208,4 Bilhões no 1º Semestre: Consumidor Compra Mais, Mas Gasta Menos por Pedido
O e-commerce brasileiro registrou um faturamento de R$ 208,4 bilhões no primeiro semestre de 2026, um crescimento de 16,9% em relação ao ano anterior....
E-commerce Brasileiro Fatura R$ 208,4 Bilhões no 1º Semestre: Consumidor Compra Mais, Mas Gasta Menos por Pedido
O primeiro semestre de 2026 consolidou a expansão do e-commerce brasileiro, que alcançou um faturamento expressivo de R$ 208,4 bilhões. Este número representa um crescimento robusto de 16,9% em comparação com o mesmo período de 2025. Os dados, divulgados no relatório “Da Compra à Confiança – Panorama do e-commerce brasileiro no primeiro semestre de 2026” pela Confi, Neotrust e Aftersale, em parceria com o E-commerce Brasil, revelam um mercado em plena efervescência, mas com nuances importantes no comportamento do consumidor.
Mais Pedidos, Menor Ticket Médio: Uma Nova Dinâmica de Consumo
Um dos pontos de destaque do levantamento é o volume de pedidos: foram 756,7 milhões de transações realizadas entre janeiro e junho, um aumento notável de 34,8%. No entanto, esse crescimento no número de compras veio acompanhado de uma redução no valor médio gasto por pedido. O ticket médio caiu 13,3%, fixando-se em R$ 275,50. Além disso, a quantidade média de itens por pedido também recuou 12,4%, passando de 2,25 para 1,97.
Essa dinâmica sugere que os brasileiros estão comprando com mais frequência, mas optando por itens de menor valor em cada transação. Esse comportamento pode ser reflexo de uma maior cautela econômica, buscando promoções e diluindo o gasto ao longo do tempo. Fábio Gallo, COO da Olist, já havia apontado essa tendência em datas sazonais, com consumidores mais estratégicos e ampliando a lista de presenteados com itens de menor valor.
Categorias em Destaque e Projeções para o Segundo Semestre
Entre as categorias que impulsionaram o crescimento, a Saúde se destacou com um aumento de 45,8%, influenciada principalmente pelas canetas emagrecedoras, que movimentaram R$ 6,1 bilhões e tiveram alta de 213%. Casa e Construção cresceu 26,9%, Moda e Acessórios 23,1%, e Esporte e Lazer 20,9%. O mês de maio apresentou o melhor desempenho, com faturamento de R$ 38 bilhões, impulsionado por promoções de datas duplas e a proximidade do Dia das Mães.
Para o segundo semestre de 2026, a Confi projeta um faturamento de R$ 254 bilhões. Se essa expectativa se confirmar, o e-commerce brasileiro fecharia o ano com um total de R$ 462,5 bilhões, um avanço de 18,6% sobre o ano anterior. Esses números reforçam a resiliência e o potencial de crescimento contínuo do setor, mesmo diante das adaptações no perfil de consumo. A capacidade de adaptação das empresas a essa nova realidade de compras mais frequentes e de menor valor será crucial para o sucesso no cenário que se desenha.