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A Ascensão do 'E-commerce Circular': 38% dos Consumidores Buscam Produtos Recondicionados e Usados

Uma nova pesquisa da Neotrust revela que 38% dos consumidores brasileiros já consideram ou ativamente buscam produtos recondicionados, seminovos ou...

Por Redação ECOM BLOG 3 min de leitura
A Ascensão do 'E-commerce Circular': 38% dos Consumidores Buscam Produtos Recondicionados e Usados

A Ascensão do 'E-commerce Circular': 38% dos Consumidores Buscam Produtos Recondicionados e Usados

01 de Junho de 2026 – O comportamento do consumidor brasileiro está em constante evolução, e a mais recente onda é a busca por um modelo de consumo mais consciente e econômico. Uma pesquisa recente da Neotrust, especializada em inteligência de dados para e-commerce, aponta que impressionantes 38% dos consumidores online no Brasil já consideram ou ativamente buscam produtos recondicionados, seminovos ou usados em suas compras. Este fenômeno, apelidado de 'e-commerce circular', não é apenas uma moda passageira, mas uma tendência consolidada que movimentou cerca de R$ 3,5 bilhões no e-commerce nacional em 2025, registrando um crescimento robusto de 28% em comparação com o ano anterior.

Sustentabilidade e Economia: Os Motores da Mudança

Os fatores que impulsionam essa mudança são multifacetados. Em primeiro lugar, a crescente conscientização ambiental leva os consumidores a preferir produtos que prolonguem seu ciclo de vida, reduzindo o descarte e o impacto ecológico. Em segundo lugar, e não menos importante, a economia. Em um cenário econômico desafiador, adquirir um produto de qualidade por um preço significativamente menor é um atrativo irresistível. Por exemplo, um smartphone recondicionado pode custar até 40% menos que um novo, oferecendo praticamente a mesma funcionalidade e garantia.

Marketplaces especializados em itens usados, como OLX e Enjoei, são os pioneiros e líderes nesse segmento, criando comunidades vibrantes de compra e venda. No entanto, a tendência é tão forte que grandes varejistas e marketplaces tradicionais, como a Amazon e a Magalu, já começam a integrar o 'e-commerce circular' em suas estratégias, seja através de programas de troca, venda de produtos recondicionados ou parcerias com plataformas de segunda mão. A Magalu, por exemplo, expandiu seu programa de 'Troca Inteligente' para eletrônicos, permitindo que clientes troquem seus aparelhos usados por créditos na loja.

Oportunidades para Sellers e Marcas

Para os sellers, o 'e-commerce circular' abre um novo leque de oportunidades. Pequenos e médios empreendedores podem se especializar na curadoria, reparo e revenda de produtos, criando nichos de mercado altamente lucrativos. Marcas, por sua vez, podem explorar modelos de negócio como 're-commerce', onde recompra seus próprios produtos usados para recondicionamento e revenda, fortalecendo a lealdade do cliente e a imagem de sustentabilidade. A Stone, por exemplo, tem investido em soluções de pagamento e gestão para esses pequenos negócios, percebendo o potencial de crescimento do setor.

Dados da Statista indicam que o mercado global de produtos recondicionados deve crescer 10% ao ano até 2030, e o Brasil está acompanhando essa trajetória. A demanda por eletrônicos, moda e eletrodomésticos usados ou recondicionados é particularmente alta, com categorias como smartphones e notebooks liderando as buscas.

Desafios e o Futuro do Consumo

Claro, o 'e-commerce circular' também apresenta desafios, como a garantia de qualidade, a autenticidade dos produtos e a logística reversa eficiente. No entanto, a inovação tecnológica, com o uso de IA para inspeção de produtos e blockchain para rastreabilidade, está ajudando a mitigar esses riscos. O futuro do consumo online no Brasil parece cada vez mais pautado pela sustentabilidade e pela inteligência econômica, e o 'e-commerce circular' é um pilar fundamental dessa transformação. Ignorar essa tendência é perder uma fatia crescente de um mercado bilionário e um consumidor cada vez mais consciente.