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PL da 'Publicidade Digital Transparente' Aprovado: Marketplaces Devem Revelar Patrocínios e Algoritmos de Relevância

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16 de abr. de 2026
PL da 'Publicidade Digital Transparente' Aprovado: Marketplaces Devem Revelar Patrocínios e Algoritmos de Relevância

PL da 'Publicidade Digital Transparente' Aprovado: Marketplaces Devem Revelar Patrocínios e Algoritmos de Relevância

Em um marco regulatório para o e-commerce e a publicidade digital no Brasil, o Projeto de Lei da 'Publicidade Digital Transparente' foi aprovado hoje, estabelecendo novas e rigorosas exigências para marketplaces e plataformas online. A legislação visa combater a desinformação e as práticas enganosas, garantindo que os consumidores tenham total clareza sobre o que estão vendo e comprando.

A principal diretriz da nova lei é a obrigatoriedade de identificação clara de conteúdo patrocinado. Isso significa que qualquer produto, serviço ou recomendação que tenha sido promovido mediante pagamento ou qualquer tipo de compensação deve ser explicitamente sinalizado como 'anúncio', 'patrocinado' ou 'publicidade'. A sinalização deve ser proeminente e de fácil compreensão, evitando letras miúdas ou posicionamentos discretos que possam confundir o usuário.

Além da identificação de patrocínios, a lei também exige que os marketplaces e plataformas digitais forneçam informações sobre como seus algoritmos de relevância funcionam. Embora não seja esperado que as empresas divulguem seus códigos-fonte proprietários, elas deverão explicar de forma acessível os principais critérios que influenciam o ranqueamento de produtos, a exibição de ofertas e as recomendações personalizadas. Isso pode incluir fatores como histórico de compras do usuário, popularidade do produto, avaliações de outros consumidores, e, crucialmente, se a posição é influenciada por acordos comerciais ou pagamentos de vendedores.

O objetivo é empoderar o consumidor, permitindo que ele tome decisões de compra mais informadas, ciente de que a ordem ou a visibilidade de um item pode ser resultado de um acordo comercial e não apenas de sua relevância orgânica ou popularidade genuína. A medida também busca nivelar o campo de jogo para vendedores, garantindo que a competição seja mais justa e baseada no mérito do produto, e não apenas na capacidade de investimento em publicidade.

As plataformas terão um prazo para se adequar às novas regras, que incluirão a revisão de suas interfaces de usuário e a atualização de suas políticas de privacidade e termos de uso. A fiscalização será rigorosa, com previsão de multas significativas para as empresas que não cumprirem a legislação. Especialistas em direito digital e marketing preveem que esta lei terá um impacto profundo na forma como as marcas e os marketplaces operam suas estratégias de publicidade e relacionamento com o cliente, fomentando uma cultura de maior transparência e ética no ambiente digital brasileiro.

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