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CADE Propõe Novas Regras Anticoncorrência para Marketplaces Dominantes: Foco em 'Self-Preferencing'

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28 de mar. de 2026
CADE Propõe Novas Regras Anticoncorrência para Marketplaces Dominantes: Foco em 'Self-Preferencing'

CADE Propõe Novas Regras Anticoncorrência para Marketplaces Dominantes: Foco em 'Self-Preferencing'

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) deu um passo significativo para regular o poder de mercado dos grandes marketplaces no Brasil, anunciando nesta sexta-feira a abertura de uma consulta pública para novas regras que visam coibir práticas de 'self-preferencing'. Essa prática, que consiste em plataformas favorecerem seus próprios produtos e serviços em detrimento dos de vendedores terceiros que operam em seus ecossistemas, tem sido alvo de crescentes críticas e investigações em diversas jurisdições ao redor do mundo.

A proposta do CADE busca estabelecer diretrizes claras e mecanismos de fiscalização para garantir uma competição justa e equitativa dentro dos marketplaces. Entre as medidas em discussão, estão a exigência de transparência nos algoritmos de ranqueamento de produtos, a proibição de uso de dados de vendas de terceiros para desenvolver produtos próprios concorrentes e a garantia de acesso não discriminatório a serviços essenciais da plataforma, como logística e publicidade, para todos os vendedores.

O anúncio gerou reações diversas no setor. Pequenos e médios vendedores, que frequentemente se sentem em desvantagem competitiva em relação aos produtos das próprias plataformas, veem a iniciativa com otimismo, esperando um campo de jogo mais nivelado. Eles argumentam que o 'self-preferencing' sufoca a inovação e limita as opções do consumidor, ao direcionar o tráfego para os produtos da própria plataforma, mesmo quando há opções melhores ou mais baratas de terceiros.

Por outro lado, os grandes marketplaces expressaram preocupação com o potencial impacto dessas regulamentações na sua capacidade de inovar e na eficiência de suas operações. Argumentam que o desenvolvimento de produtos próprios e a integração vertical são parte natural da evolução do negócio e que as regras propostas podem inibir investimentos e prejudicar a experiência do consumidor, ao limitar a oferta de serviços integrados.

Especialistas em direito da concorrência e economia digital destacam que a medida do CADE alinha o Brasil a uma tendência global de maior escrutínio sobre o poder das grandes plataformas digitais. A consulta pública será fundamental para coletar subsídios e moldar uma regulamentação que consiga equilibrar a promoção da concorrência com a manutenção da inovação e do dinamismo do e-commerce brasileiro. As decisões tomadas agora terão um impacto profundo na estrutura e nas relações de poder dentro do mercado online nos próximos anos.

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