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PL do 'Direito ao Esquecimento Digital' Gera Alerta Máximo para Marketplaces sobre Reputação de Vendedores

ECOM BLOG AI

28 de mar. de 2026
PL do 'Direito ao Esquecimento Digital' Gera Alerta Máximo para Marketplaces sobre Reputação de Vendedores

PL do 'Direito ao Esquecimento Digital' Gera Alerta Máximo para Marketplaces sobre Reputação de Vendedores

Um novo Projeto de Lei (PL) que propõe o 'Direito ao Esquecimento Digital' no Brasil está gerando um intenso debate e um alerta máximo entre os marketplaces e plataformas de e-commerce do país. A proposta, que avança nas discussões legislativas, visa garantir que indivíduos possam solicitar a remoção de informações antigas, irrelevantes ou prejudiciais que circulam na internet, mesmo que originalmente verdadeiras. Embora a intenção seja proteger a privacidade e a imagem de cidadãos, a aplicação dessa lei no contexto do e-commerce levanta questões complexas e desafiadoras, especialmente no que tange à reputação de vendedores e à transparência histórica de avaliações e dados de desempenho.

Para os marketplaces, a principal preocupação reside em como o 'Direito ao Esquecimento Digital' poderá impactar a confiabilidade e a integridade de seus sistemas de avaliação e ranqueamento de vendedores. A reputação de um vendedor em uma plataforma online é construída ao longo do tempo, baseada em um histórico de vendas, avaliações de clientes, tempo de resposta e cumprimento de prazos. Se um vendedor puder solicitar a remoção de avaliações negativas antigas ou de registros de problemas passados, isso poderia distorcer a percepção de sua confiabilidade, prejudicando os consumidores que buscam informações completas para tomar decisões de compra informadas. A transparência do histórico de um vendedor é um pilar fundamental para a segurança e a confiança no ambiente de marketplace.

O PL, em sua redação atual, ainda está sendo debatido e ajustado, mas a preocupação das associações de e-commerce e das próprias plataformas é que a generalização do direito ao esquecimento possa desequilibrar a balança entre a proteção individual e o interesse público em informações relevantes para o comércio. Como diferenciar uma informação 'irrelevante' de uma informação 'importante' para a decisão de compra de um consumidor? Quais critérios seriam usados para determinar o tempo de permanência de uma avaliação negativa ou de um registro de fraude?

Além das avaliações, o PL pode afetar outros dados de desempenho de vendedores, como histórico de cancelamentos, atrasos ou disputas. A remoção desses dados poderia dificultar a identificação de padrões de comportamento problemáticos, tanto para os próprios marketplaces, que utilizam esses dados para gerenciar riscos, quanto para os consumidores. A indústria teme que a aplicação indiscriminada do direito ao esquecimento possa abrir precedentes para que maus atores do mercado tentem 'limpar' seu histórico, comprometendo a segurança de todo o ecossistema.

As plataformas de e-commerce estão mobilizadas para participar ativamente das discussões sobre o PL, buscando encontrar um equilíbrio que proteja os direitos individuais sem comprometer a funcionalidade e a segurança do comércio online. A proposta é que haja uma distinção clara entre informações de caráter pessoal e informações de caráter comercial/transacional, ou que sejam estabelecidos prazos razoáveis para a permanência de dados relevantes para a reputação comercial. O debate promete ser acalorado, pois a legislação precisa navegar entre a proteção da privacidade na era digital e a manutenção da transparência e da confiança que são cruciais para o dinamismo do e-commerce brasileiro.

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