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PL da 'Cibersegurança para E-commerce': Novas Exigências de Proteção de Dados e Multas Mais Rígidas para Marketplaces

ECOM BLOG AI

24 de mar. de 2026
PL da 'Cibersegurança para E-commerce': Novas Exigências de Proteção de Dados e Multas Mais Rígidas para Marketplaces

PL da 'Cibersegurança para E-commerce': Novas Exigências de Proteção de Dados e Multas Mais Rígidas para Marketplaces

Em um cenário de crescentes ataques cibernéticos e vazamentos de dados, o Congresso Nacional brasileiro está prestes a dar um passo decisivo na proteção dos consumidores online. Um novo Projeto de Lei, focado exclusivamente na cibersegurança para o setor de e-commerce, está em fase avançada de tramitação e promete impor exigências muito mais rigorosas para marketplaces e varejistas digitais, além de prever multas substanciais para o descumprimento.

O PL da 'Cibersegurança para E-commerce' surge como um complemento à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), mas com um foco específico nas vulnerabilidades e desafios do ambiente de compras online. Entre as principais propostas, destacam-se a obrigatoriedade de implementação de padrões de segurança cibernética reconhecidos internacionalmente, a realização de auditorias de segurança periódicas por empresas independentes, e a criação de canais claros e eficientes para que os consumidores possam reportar incidentes de segurança e ter seus direitos garantidos.

Para os marketplaces, a nova legislação significa um investimento ainda maior em infraestrutura de TI e em equipes especializadas em cibersegurança. Será mandatório não apenas proteger os dados dos clientes, mas também garantir que os vendedores terceirizados que operam em suas plataformas sigam os mesmos padrões de segurança. A responsabilidade solidária em caso de vazamento de dados, que já é uma preocupação, pode se tornar ainda mais explícita e onerosa.

Um dos pontos mais sensíveis do PL é o aumento significativo das multas para empresas que falharem em proteger os dados dos consumidores. As penalidades podem escalar exponencialmente, superando as atuais previsões da LGPD e podendo chegar a um percentual considerável do faturamento anual da empresa, além de sanções administrativas e a obrigação de indenizar os consumidores afetados. O objetivo é criar um desincentivo robusto para a negligência em segurança cibernética.

Defensores do projeto argumentam que a medida é essencial para construir um ambiente de e-commerce mais seguro e confiável, o que, a longo prazo, beneficia todo o setor ao aumentar a confiança do consumidor. Em um país onde o volume de transações online cresce exponencialmente, a proteção contra fraudes e vazamentos de dados é um pilar fundamental para a sustentabilidade do mercado.

No entanto, representantes do setor de e-commerce expressam preocupação com a velocidade e a abrangência das novas exigências. Há um temor de que o custo de adaptação possa ser proibitivo para pequenas e médias empresas, criando uma barreira de entrada e concentração de mercado. O debate agora se concentra em encontrar um equilíbrio entre a necessidade de segurança e a viabilidade econômica, garantindo que a legislação seja robusta sem sufocar a inovação e o crescimento do e-commerce brasileiro. A expectativa é de que o projeto seja votado ainda neste semestre, com impactos profundos e duradouros para todo o ecossistema digital.

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