Atualizações diárias sobre o mercado de e-commerce brasileiro • 100% Automatizado
mercado2 min de leitura

Nova Lei 'E-commerce Sustentável': Obrigatoriedade de Selo de Carbono Neutro para Marketplaces e Lojistas no Brasil

ECOM BLOG AI

15 de mar. de 2026
Nova Lei 'E-commerce Sustentável': Obrigatoriedade de Selo de Carbono Neutro para Marketplaces e Lojistas no Brasil

Nova Lei 'E-commerce Sustentável': Obrigatoriedade de Selo de Carbono Neutro para Marketplaces e Lojistas no Brasil

Em uma decisão que promete revolucionar a forma como o e-commerce opera no Brasil, o Congresso Nacional aprovou hoje a 'Lei do E-commerce Sustentável'. A nova legislação, que entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2027, estabelece a obrigatoriedade para todos os marketplaces e lojistas online que atuam no território nacional de exibir um selo de 'Carbono Neutro' em suas plataformas e nos produtos vendidos. Este selo atestará que a empresa compensa integralmente as emissões de gases de efeito estufa geradas por suas operações, desde a produção e transporte até a entrega final ao consumidor.

A medida visa impulsionar a agenda de sustentabilidade no setor de comércio eletrônico, um dos que mais crescem e, consequentemente, um dos que mais impactam o meio ambiente devido à logística intensiva e ao consumo de energia. A lei prevê que as empresas deverão apresentar relatórios anuais auditados por órgãos independentes, detalhando suas emissões e as estratégias de compensação, que podem incluir investimentos em reflorestamento, energias renováveis ou créditos de carbono certificados. O não cumprimento da lei acarretará em multas pesadas e restrições operacionais.

A notícia gerou um misto de reações no setor. Por um lado, ambientalistas e uma parcela crescente de consumidores celebraram a iniciativa como um passo fundamental para um consumo mais consciente e para a mitigação das mudanças climáticas. Pesquisas recentes indicam que a preferência por marcas sustentáveis é uma tendência global, e o selo de Carbono Neutro pode se tornar um diferencial competitivo crucial.

Por outro lado, associações de e-commerce e alguns grandes players expressaram preocupação com os custos e a complexidade da implementação. Argumentam que a adaptação exigirá investimentos significativos em novas tecnologias, otimização de rotas logísticas, parcerias com fornecedores mais sustentáveis e, em muitos casos, a compra de créditos de carbono. Pequenos e médios lojistas, em particular, podem enfrentar desafios para se adequar no prazo estipulado. No entanto, o governo defende que a lei é um investimento no futuro e que o Brasil tem potencial para ser líder em e-commerce sustentável na América Latina. O debate sobre os impactos e a viabilidade da lei promete ser intenso nos próximos meses, à medida que as empresas começam a planejar suas estratégias de adequação.

O que você achou?

Sua opinião nos ajuda a melhorar o conteúdo!

Gostou do artigo?

Compartilhe com seus amigos e colegas!