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Nova Lei de 'Preço Transparente': Marketplaces Devem Detalhar Custos Adicionais Antes do Checkout

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4 de mar. de 2026
Nova Lei de 'Preço Transparente': Marketplaces Devem Detalhar Custos Adicionais Antes do Checkout

Nova Lei de 'Preço Transparente': Marketplaces Devem Detalhar Custos Adicionais Antes do Checkout

Uma mudança regulatória significativa acaba de ser aprovada e entrará em vigor em breve, impactando diretamente a forma como os marketplaces e e-commerces operam no Brasil. A nova legislação federal, já apelidada de 'Lei do Preço Transparente', exige que todas as plataformas de vendas online apresentem ao consumidor, de maneira clara e inequívoca, todos os custos adicionais de uma compra antes que o processo de checkout seja finalizado. Essa medida visa combater a prática de 'preços ocultos', onde o valor final da compra se revela consideravelmente mais alto do que o inicialmente exibido, devido à adição de frete, impostos, taxas de serviço e outros encargos apenas nas últimas etapas do carrinho.

A nova lei estabelece que, desde o momento em que um produto é adicionado ao carrinho de compras, ou no máximo na primeira tela de resumo do pedido, o consumidor deve ter acesso a um detalhamento completo de todos os valores que compõem o preço final. Isso inclui, mas não se limita a, o preço do produto, o valor do frete (com opções de modalidade e seus respectivos custos, se aplicável), impostos incidentes (como ICMS, IPI, PIS, Cofins, quando aplicáveis ao consumidor final), e quaisquer taxas de serviço ou manuseio que a plataforma ou o vendedor possa cobrar. A expectativa é que essa transparência aumente a confiança do consumidor e reduza a taxa de abandono de carrinho, que muitas vezes ocorre quando o cliente se depara com um valor final inesperadamente alto.

Para os marketplaces, a adaptação exigirá ajustes significativos em suas interfaces de usuário e sistemas de precificação. Será necessário desenvolver ou aprimorar algoritmos que calculem em tempo real todos esses custos, considerando o CEP do comprador e as particularidades fiscais de cada estado e produto. Além disso, a forma de apresentação desses valores deverá ser intuitiva e de fácil compreensão, evitando letras miúdas ou informações confusas. O Procon e outros órgãos de defesa do consumidor já anunciaram que farão fiscalizações rigorosas para garantir o cumprimento da nova lei, com multas que podem ser substanciais para as plataformas que não se adequarem.

Especialistas do setor de e-commerce veem a medida com otimismo cauteloso. Por um lado, a maior transparência pode fidelizar clientes e melhorar a experiência de compra. Por outro, a complexidade de calcular e exibir todos esses custos de forma dinâmica pode representar um desafio técnico e operacional, especialmente para marketplaces que trabalham com milhares de vendedores e produtos de diversas categorias. A lei também pode impulsionar a inovação em sistemas de gestão de frete e tributação, tornando-os mais eficientes e integrados. No fim das contas, a 'Lei do Preço Transparente' é um passo importante para um e-commerce mais justo e claro para o consumidor brasileiro.

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