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O Boom dos 'Centros de Experiência' Físicos: Marketplaces Investem em Lojas para Retirada e Teste de Produtos

ECOM BLOG AI

7 de fev. de 2026
O Boom dos 'Centros de Experiência' Físicos: Marketplaces Investem em Lojas para Retirada e Teste de Produtos

O Boom dos 'Centros de Experiência' Físicos: Marketplaces Investem em Lojas para Retirada e Teste de Produtos

Em uma das tendências mais comentadas e viralizadas no setor varejista brasileiro, os grandes marketplaces estão redefinindo a fronteira entre o online e o offline com a abertura de 'centros de experiência' físicos. Longe de serem lojas tradicionais, esses espaços inovadores são projetados para complementar a jornada de compra digital, oferecendo conveniência, segurança e um toque humano que o e-commerce puro nem sempre consegue entregar.

A estratégia, que está ganhando força em cidades de médio e grande porte, visa atender a uma demanda crescente por flexibilidade e personalização. Os centros de experiência funcionam primariamente como pontos de 'Click & Collect', permitindo que os consumidores retirem suas compras online com agilidade, evitando o risco de extravios e a espera pela entrega em casa. Essa modalidade não só otimiza a logística de última milha para as plataformas, mas também oferece uma alternativa valiosa para quem não pode receber encomendas em horário comercial ou prefere a segurança de um local físico.

Além da retirada, esses espaços são projetados para serem ambientes onde os clientes podem testar produtos de alto valor agregado – como eletrônicos, eletrodomésticos e até mesmo móveis – antes de finalizar a compra online. Isso resolve um dos maiores dilemas do e-commerce: a impossibilidade de tocar e sentir o produto. Com a orientação de atendentes especializados, o consumidor pode tirar dúvidas, comparar modelos e ter uma experiência mais tangível, o que aumenta a confiança e reduz a taxa de devolução. Alguns centros chegam a oferecer pequenos showrooms com os itens mais vendidos ou lançamentos exclusivos.

Outro pilar fundamental desses centros é o atendimento personalizado. Em vez de um call center genérico, os clientes podem resolver problemas, fazer trocas e devoluções de forma presencial, o que humaniza o processo e fortalece a relação com a marca do marketplace. Essa abordagem 'phygital' reconhece que, apesar da ascensão do digital, o contato humano e a experiência sensorial ainda são elementos cruciais para muitos consumidores, especialmente em compras mais complexas ou de maior valor.

Para os sellers que operam nesses marketplaces, a existência desses centros representa uma oportunidade de ouro. Seus produtos ganham uma vitrine física, mesmo que temporária ou rotativa, e se beneficiam da credibilidade e da infraestrutura do marketplace. Além disso, a redução nas devoluções e o aumento na satisfação do cliente final impactam positivamente a reputação e as vendas dos lojistas. A tendência é que esses centros se tornem cada vez mais sofisticados, incorporando tecnologias como realidade aumentada para demonstrações e eventos exclusivos, consolidando o marketplace como um ecossistema completo de consumo.

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