
Consumidor Brasileiro Adota 'Recommerce' em Massa: Marketplaces de Produtos Usados Disparam em 2026
Uma das tendências mais marcantes no e-commerce brasileiro em 2026 é a ascensão meteórica do 'recommerce', o comércio de produtos usados. Nesta terça-feira, 3 de fevereiro, dados de mercado recém-publicados revelam que marketplaces especializados em itens de segunda mão, que vão desde eletrônicos e moda até móveis e livros, registraram um crescimento exponencial nos últimos 12 meses, superando as expectativas e consolidando-se como um pilar importante do consumo online no país.
O fenômeno é multifacetado, impulsionado por uma combinação de fatores econômicos, sociais e ambientais. Economicamente, a busca por preços mais acessíveis continua sendo um motor primário, especialmente em um cenário de incertezas. Consumidores estão cada vez mais conscientes de que podem adquirir produtos de qualidade por uma fração do preço de um item novo. Socialmente, a cultura do desapego e a valorização da economia circular ganham força, com pessoas buscando dar uma nova vida a objetos que não utilizam mais, transformando-os em fonte de renda extra.
No aspecto ambiental, a sustentabilidade tornou-se um critério decisivo para muitos compradores. Optar por um produto usado é uma forma direta de reduzir o impacto ambiental, diminuindo a demanda por novas produções e o descarte prematuro. Marketplaces como Enjoei, OLX, e plataformas de eletrônicos recondicionados têm sido os grandes beneficiados dessa onda, investindo em curadoria, garantia de qualidade e facilidade de transação para atrair e reter usuários.
O crescimento do recommerce não se limita apenas a itens de baixo valor. Há um aumento notável na compra e venda de eletrônicos seminovos (smartphones, notebooks), eletrodomésticos e até mesmo veículos, com a segurança e a confiança nas plataformas sendo fatores cruciais. Para os sellers, sejam pessoas físicas ou pequenos negócios, esses marketplaces representam uma oportunidade de monetizar bens parados e alcançar um público amplo e engajado.
Especialistas preveem que a tendência do recommerce continuará a crescer, à medida que a conscientização sobre sustentabilidade aumenta e as plataformas aprimoram suas ferramentas de verificação e garantia. A expectativa é que grandes marketplaces tradicionais também intensifiquem suas estratégias para integrar ou competir com esse segmento, seja através de parcerias ou do lançamento de seções dedicadas a produtos usados ou recondicionados. O consumidor brasileiro está mostrando que o novo nem sempre é a única ou a melhor opção, redefinindo o valor e o ciclo de vida dos produtos no ambiente digital.
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