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Regulamentação do 'Imposto Digital' (IDT) Gera Alerta: Marketplaces Devem Reter 12% do Valor Bruto de Vendas de Terceiros

ECOM BLOG AI

28 de jan. de 2026
Regulamentação do 'Imposto Digital' (IDT) Gera Alerta: Marketplaces Devem Reter 12% do Valor Bruto de Vendas de Terceiros

Regulamentação do 'Imposto Digital' (IDT) Gera Alerta: Marketplaces Devem Reter 12% do Valor Bruto de Vendas de Terceiros

Uma notícia que está dominando os grupos de discussão de sellers e as mesas de CEOs de marketplaces é o avanço surpreendente do Projeto de Lei que institui o Imposto Digital sobre Transações (IDT). Embora o texto final ainda esteja em debate, a versão que ganhou tração nesta semana estabelece uma alíquota de 12% sobre o valor bruto das transações realizadas por terceiros dentro das plataformas (modelo 'marketplace'). A principal mudança é que a responsabilidade da retenção fiscal passaria a ser integralmente do marketplace, agindo como um substituto tributário.

Atualmente, a complexidade fiscal é um dos maiores desafios para pequenos e médios empreendedores no Brasil. A proposta do IDT visa simplificar a arrecadação e combater a sonegação no e-commerce. No entanto, a forma como a retenção é proposta – 12% sobre o valor bruto – está sendo vista como um 'golpe' no fluxo de caixa dos vendedores, especialmente aqueles que operam com margens apertadas.

Para os marketplaces, a mudança representa um desafio operacional gigantesco. Eles teriam que adaptar seus sistemas de pagamento e repasse para calcular e reter o imposto em tempo real, além de lidar com a burocracia de repassar esses valores aos cofres públicos. Grandes players já se manifestaram, nos bastidores, sobre o impacto negativo que isso pode ter na atratividade de suas plataformas para os sellers.

O argumento dos críticos é que a retenção de 12% do valor bruto, antes mesmo que o seller possa deduzir custos operacionais, frete e custo do produto, pode inviabilizar a operação de muitos microempreendedores. Além disso, há o risco de que esse imposto seja repassado integralmente ao consumidor final, resultando em um aumento generalizado dos preços no e-commerce, o que poderia frear o crescimento do setor.

O tema está viralizando nas redes sociais de empreendedores, com a hashtag #IDTNao, e a expectativa é de uma forte pressão do setor privado para que o PL seja revisado, buscando alternativas que simplifiquem a tributação sem estrangular o capital de giro dos pequenos negócios digitais. A votação preliminar está prevista para as próximas semanas, tornando este o assunto regulatório mais quente do momento.

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