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Marketplaces pressionam por 'Logística Reversa Verde' e anunciam novas taxas para embalagens não sustentáveis

ECOM BLOG AI

27 de jan. de 2026
Marketplaces pressionam por 'Logística Reversa Verde' e anunciam novas taxas para embalagens não sustentáveis

Marketplaces pressionam por 'Logística Reversa Verde' e anunciam novas taxas para embalagens não sustentáveis

A sustentabilidade deixou de ser um diferencial e se tornou uma exigência operacional no e-commerce brasileiro. Nesta terça-feira (27/01/2026), os principais marketplaces que operam no país anunciaram uma política unificada de Logística Reversa Verde, focada em penalizar e educar vendedores sobre o uso de embalagens sustentáveis.

A nova política, que entra em vigor em 90 dias, estabelece uma 'Taxa Ambiental' variável. Vendedores que utilizarem predominantemente plásticos de uso único, isopor e materiais não recicláveis ou de difícil decomposição em seus envios terão um acréscimo percentual nas taxas de comissão ou na tarifa de frete. Por outro lado, aqueles que adotarem caixas de papelão reciclado, embalagens compostáveis ou materiais certificados ganharão selos de sustentabilidade e, em alguns casos, descontos nas taxas de serviço.

O objetivo central é transferir a responsabilidade ambiental para toda a cadeia de suprimentos, desde o pequeno lojista até o grande distribuidor. A Logística Reversa Verde não se limita apenas à reciclagem pós-consumo, mas também à otimização do volume das embalagens. Dados internos dos marketplaces mostram que até 30% do volume de frete é composto por 'ar' ou preenchimento excessivo, o que aumenta a pegada de carbono do transporte.

Para ajudar os vendedores a se adaptarem, os marketplaces também estão lançando programas de parceria com fornecedores de embalagens sustentáveis e oferecendo workshops sobre dimensionamento correto. A pressão regulatória e a demanda do consumidor por práticas mais éticas têm sido os principais motores dessa mudança. Pesquisas recentes indicam que 65% dos consumidores brasileiros de e-commerce estão dispostos a pagar um valor ligeiramente maior por produtos entregues em embalagens ecológicas.

Essa iniciativa representa um desafio imediato para muitos pequenos e médios vendedores, que terão que recalibrar seus custos operacionais. No entanto, a longo prazo, a padronização e a escala devem reduzir o custo das embalagens sustentáveis, tornando a prática não apenas ecologicamente correta, mas também economicamente viável. A expectativa é que, em um ano, o volume de resíduos plásticos gerados pelo e-commerce no Brasil caia em mais de 20%.

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