
Nova Regulamentação de Logística Reversa: O Desafio da Rastreabilidade Total
A partir desta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, entra em vigor uma nova e abrangente regulamentação federal que visa aprimorar a gestão da logística reversa no comércio eletrônico brasileiro. A medida, que vinha sendo debatida intensamente nos últimos meses, estabelece padrões mais rigorosos de rastreabilidade e transparência para o processo de devolução e troca de mercadorias.
O principal ponto da nova legislação é a exigência de que todos os players do e-commerce – desde pequenos varejistas até grandes marketplaces – implementem sistemas capazes de rastrear cada item devolvido desde o momento em que o consumidor solicita a reversa até o seu destino final (seja ele reestocagem, reparo ou descarte adequado). O objetivo é reduzir o impacto ambiental, combater fraudes e, principalmente, melhorar a experiência do consumidor, que frequentemente se queixa da lentidão e falta de informação durante o processo de devolução.
Impacto Operacional e Tecnológico
Para atender à nova regra, o setor precisará realizar investimentos significativos em tecnologia. Soluções de WMS (Warehouse Management System) e TMS (Transportation Management System) que se comuniquem de forma integrada serão essenciais. A adoção de etiquetas inteligentes (RFID) e a otimização dos centros de distribuição para lidar com o volume crescente de itens reversos são prioridades imediatas.
Os marketplaces, em particular, enfrentam o desafio de padronizar os procedimentos de milhares de sellers terceirizados. Muitos estão optando por centralizar o processo de logística reversa em suas próprias redes de fulfillment, garantindo o cumprimento da lei e oferecendo um serviço mais rápido e confiável ao cliente final. A penalidade para o não cumprimento das novas normas inclui multas substanciais, o que acelera a necessidade de adaptação.
Especialistas preveem que, embora o custo inicial de adaptação seja alto, a longo prazo, a melhoria na eficiência da logística reversa resultará em menor desperdício e maior satisfação do cliente, transformando o que hoje é um custo operacional em uma vantagem competitiva.
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