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Aumento de 15% nas devoluções pós-festas pressiona logística reversa e exige novas políticas de frete

ECOM BLOG AI

27 de jan. de 2026
Aumento de 15% nas devoluções pós-festas pressiona logística reversa e exige novas políticas de frete

Aumento de 15% nas devoluções pós-festas pressiona logística reversa e exige novas políticas de frete

O início de 2026 trouxe um desafio logístico considerável para o e-commerce nacional. Dados preliminares de grandes operadores logísticos e plataformas de marketplace indicam um aumento médio de 15% no volume de devoluções (logística reversa) em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse pico é atribuído principalmente às compras de presentes de Natal e às aquisições impulsivas feitas durante as liquidações de janeiro, com destaque para as categorias de vestuário, calçados e eletrônicos de consumo.

O Custo Oculto da Devolução

Para o lojista, a logística reversa é um dos maiores custos operacionais não planejados. Não se trata apenas do custo do frete de retorno, mas também da inspeção do produto, reembalagem, reestocagem e, em muitos casos, a depreciação do item que não pode mais ser vendido como novo. O aumento de 15% nas devoluções representa um impacto direto na margem de lucro, especialmente para os pequenos e médios sellers que operam com margens apertadas.

O consumidor brasileiro, impulsionado pela cultura do 'experimente em casa', tornou-se mais exigente e menos tolerante a processos de devolução complicados. A facilidade na devolução, muitas vezes com frete reverso gratuito, é um fator decisivo na escolha da loja. No entanto, o abuso desse benefício, como a compra de múltiplos tamanhos de uma mesma peça (o chamado wardrobing), está forçando os varejistas a repensarem suas estratégias.

Reavaliação das Políticas de Frete Grátis

Uma das principais reações do mercado é a reavaliação das políticas de frete grátis. Muitas plataformas estão começando a impor limites mais estritos para o frete reverso gratuito. Em vez de oferecer devolução gratuita incondicional, algumas lojas estão testando modelos onde o frete reverso só é gratuito se o motivo da devolução for um erro da loja (produto errado ou defeituoso). Em casos de 'arrependimento' ou 'tamanho incorreto' (quando o cliente comprou sem consultar a tabela de medidas), o custo do frete reverso pode ser parcial ou totalmente repassado ao consumidor.

Essa mudança visa educar o consumidor a fazer escolhas mais conscientes e reduzir o volume de devoluções desnecessárias. Contudo, a implementação exige cautela, pois a restrição excessiva pode afastar clientes que valorizam a conveniência da devolução fácil.

Inovação na Logística Reversa

Do lado operacional, as empresas de logística estão investindo em pontos de coleta alternativos. Em vez de exigir que o cliente vá aos Correios, a tendência é a expansão de redes de lockers (armários inteligentes) e parcerias com lojas físicas de bairro (pontos PUDO - Pick Up Drop Off) para facilitar a entrega do item a ser devolvido. Isso não só melhora a experiência do cliente, mas também consolida volumes, tornando o transporte reverso mais eficiente e menos custoso para o operador logístico.

A pressão atual reforça a necessidade de tecnologias preditivas. Marketplaces estão utilizando dados para identificar padrões de devolução por categoria, região e até mesmo por cliente, permitindo intervenções proativas, como a exibição de guias de tamanho mais detalhados ou a oferta de vídeos demonstrativos antes da compra, visando 'acertar na primeira entrega'.

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